
Difícil vocês verem análises de games misturados com a realidade. Ainda mais aqui que tenta divulgar informações a respeito de cultura. Mas videogame também é cultura ainda mais quando podemos utilizar como uma arma argumentativa contra o governo. Desde crianças, somos levados a pensar o que o governo quer. Um exemplo? Que os heróis são aqueles que vestem fardas e usam armas e tratados como desculpa para matar, invadir, saquear e destruir toda uma cultura pra no final distorcer toda a realidade à favor deles. Uma das coisas que mais desejo é que pessoas como o desertor Bush (sim, de sua época de moço desertou “em função” de seu país) que agora posa para fotos vestido de piloto de caça, exploda juntamente com o pedaço de ferro que geralmente pilota. Mas enfim, jogando games de tiro como SOCOM e SWAT me faz pensar como tudo isso não passa de uma deslavada mentira e uma farsa que até pelos games infelizmente é construída. Ou seja, o game mesmo não passa de diversão.
Os dois jogos mostram homens como heróis combatendo forças rebeldes que sequestram secretários do Governo, que sequestram famílias de magnatas chineses (a atual fase em que estou preso!
), que fazem o caos no parque, no shopping e é claro, você não os deixará sair do local pelo menos algemados ou neutralizados (tradução para mortinhos-da-silva).
SWAT (Special weapons and tatics), é um comando onde atuam somente em situações drásticas e onde necessite de tática e onde geralmente a polícia civil não pode atuar. Assim que em todos os países possuem suas “SWAT” (colocar link do wikipédia sobre o assunto).
SOCOM é um comando que eu acreditava ser fictícil mas na verdade não é. A verdade mesmo que é datado desde 1987. Um ano depois do meu nascimento eles já estavam em missões envolvendo todo tipo de condição, terrestre, marinha, aérea e o que mais você puder imaginar. Inclusive, existe esse link para o wikipédia com toda informação em inglês sobre a United States Special Operations Command. Mas pra você que não entende inglês, eles são militares que fazem todo e qualquer tipo de missão onde ninguém mais pode fazer, nem mesmo a SWAT (já que atua somente em condições civis). Assim, a SOCOM é uma força onde os militares atuam geralmente em guerras ou em conflitos civis, onde já se tornou numa guerra civil. O que quero abordar aqui é o uso da SOCOM no Afeganistão e Irã.
Eu como todas as pessoas vivemos em uma época onde a guerra contra o terrorismo ficou em voga por pelo menos uma década. Por uma década experimentamos o sabor do desespero que a tv tanto se orgulhava de mostrar, e que os americanos tão desesperadamente tentavam esconder. Graças a bandas como System of a Down (no mainstream) e Ministry (no underground, com seu cd House of the Molé, onde todas as faixas cantam músicas contra o governo Bush), corremos atrás de mais informações, então surgiu Chomsky e Michael Moore mostrando a verdade que nós não-americanos e não politizados poderíamos ter a chance de conhecer. Uma coisa que estava tão na cara do povo americano que reelegeu um presidente genocida e alegou com uma arma escondida sobre a jaqueta que não havia naquele que era a favor na guerra contra os pobres e miseráveis do Afeganistão.
Talvez esse seja um assunto que mais me agrada falar, porque tudo isso é culpa nossa, tão nossa quanto de todos que governam nossos países. E depois de toda a excitação jogando esses dois games pra PSP percebi que na verdade só somos os idiotas brincando de ser heróis. Mas será que esses heróis que inconscientemente achamos que existem, estão realmente nas ruas fazendo o seu trabalho? E será que pintar a cara e sair na rua gritando protestos quando o tal ex-presidente veio é realmente fazer nossa parte? O comodismo é a maior doença do povo brasileiro e de uma grande parte do nosso planetinha chamado Terra. Eu sei que escrever e criticar e “filosofar” não é lá um grande ato, mas saiba, eu já não consumo certas coisas que consumia, e claro, dar R$ 500,00 reais pra Sony ao comprar um psp não trará lucro algum se todos os meus games forem “cópias dos originais”. Mas vamos ao que realmente interessa e é claro se é que você conseguiu chegar até esse incômodo texto, vamos ao que menos interessa: – a análise dos games pessoal!
SWAT e o mundo real:
Sim! SWAT o game se parece um pouco com a vida real mas não totalmente. Se no próprio contexto formos verificar que é uma força tarefa como Tropas de Elite por exemplo, esses carinhas de preto e azul, quando pressionados ou quando um serviço realmente tem que ser feito, vão chegar aonde querem. Então se lembre de cenas como no filme, e você terá uma parcela do que eles podem fazer. Mas é claro, o treinamento lá provavelmente é melhor do que o nosso, o salário também e as situações não são tão extremas como aqui, mas mesmo assim, se for ter que atirar em alguém pro dele não ficar na reta, que seja feito. É lógico que têm aqueles que fazem seu serviço direito. Mas eles não estão controlando e botando a ordem no sistema? Então que sejam feitas regras disciplinadores melhores, tanto lá quanto aqui. Mais aqui do que lá é claro e que isso não seja uma crítica pra policia brasileira (não quero ser rechaçado por liberdade de comunicação!).
Mas quanto ao game não cheguei ao final ainda, mas pelo que dá pra concluir é um game mediano. Música envolvente, nada muito estronbólico. Visual e gráfico não muito bom comparado ao game SOCOM, o que talvez tenha sido por causa da quantidade de detalhes (que ficaram muitos boas, somente os personagens e movimentação que perdeu um pouquinho, e claro, os conhecidos lags que geralmente ocorrem quando você neutraliza algum insurgente). O game tem um enredo simples, mas o que mais chama a atenção é a progressão das fases com os vídeos que vão sendo liberados, faz você se sentir como se estivesse em aula juntamente com os outros soldados. Outro aspecto legal do game é a possibilidade de poder ganhar medalhas conforme a evolução no game e a possibilidade de fechar um cenário com 100% completando todos os pós-requisitos, o que é um pouco difícil mas não impossível. Mas na avaliação geral, perde para SOCOM, mas vale a pena ser jogado.
SOCOM U.S. Navy Seal Fireteam Bravo e o mundo real:
SOCOM no mundo real impressiona, como acabei detalhando acima, mas sobre o game, é um jogo superior ao SWAT. Primeiro porque a proposta de estratégia é mais trabalhada. Segundo, que a proposta de qualidade também. Terceiro que o clima do jogo te prende mais, e se não tomar cuidado vicia. Talvez, um dos fatos de eu nao viciar nos games, é porque o real objetivo é chegar ao fim deles, não necessitando ser cem por cento. O game também tem um enredo muito bem elaborado, mais possibilidades e tem um atrativo a mais. O atrativo é a possibilidade de fazer história com todos os personagens (que são os países, cada um com seu “exército) o que talvez seja um ponto fraco em relação a proposta, já que SOCOM é uma força americana. Mas de resto o game é perfeito, dificuldade possível para nós meros mortais. É claro que cada um tem um nível, e lá, qualquer um pode jogar e se divertir sem necessariamente passar na total condição do jogo. Mas vamos falar da realidade. Sabemos que há tropas eficientes, que há tropas bem treinadas e tudo o mais. Mas uma coisa que ninguém sabe é o que essas pessoas vão fazer em campo. Quem eles matam e como eles fazem pra retirar informações. É claro que colocar um preso pra jogar videogame, comer do bom e melhor não vai faze-lo falar e sim mentir, mas quais são os métodos? Bom, falo isso porque os direitos humanos não é um orgão onisciente e claro, ficaria sem saber muitas coisas. Uma delas é do abuso de poder no Iraque e Vietnã, por exemplo.
Acho que o que vale aqui é explicar sobre duas coisas, a vida real e a irreal, o mundo onde podemos ser o quiser. Onde atirar sem antes de gritar “Parado aqui é a polícia de Nova York” é errado sendo que no mundo real, atiram e depois perguntam. Que no mundo da guerra, pessoas matam sem dó nem piedade, as vezes pelo surto da guerra e pela falta de preparo, muitas vezes transformados em vilões, sendo que o verdadeiro vilão são os países com seu orgulho e seu desejo de ser cada vez mais forte.
E quero deixar muito claro também, que nós, o povo temos culpa nisso tudo por tolerar abusos, primeiramente em nossa casa, depois não dar uma educação correta e por assim dizer, colocando párias no mundo com a mente corrompida pelo dinheiro e poder. E assim, se todos nós esforçarmo-nos para alcançar um patamar maior e mais alto, enfim teremos a nossa tão sonhada paz.
Link’s úteis:
http://en.wikipedia.org/wiki/SOCOM – Informações em inglês sobre a SOCOM
http://beta.socom.com/?select=footer&url=http://blog.socom.com/en-us/ – Site da franquia de games SOCOM
http://pt.wikipedia.org/wiki/SWAT – Informações do Wikipédia sobre a SWAT em português
http://www.swatpsp.com – Site oficial do game
Veja também:
Matéria sobre a hq DMZ, que trata sobre assuntos militares e a verdadeira cara da guerra, só que tudo isso se passa em Manhattan
Curiosidades: Foto que abre a matéria é uma das capas dos quadrinhos que indicamos, DMZ